Homem com H, de Esmir Filho
(Brasil, 2025)
Numa cena de Homem com H, Ney Matogrosso está esparramado na cama enquanto recebe sem interesse a notícia de que lhe apareceram várias visitas ilustres, entre elas Raul Seixas. A cena representa a escalada de Ney ao estrelato, mas condensando-a em um acontecimento, em vez de fragmentá-la num desfile de atores fazendo cosplay de ícones da MPB, focando, em vez disso, na pessoa de Ney, em como ele reage a tudo isso, qual sua postura, sua atitude perante a vida, em meio a tudo que está acontecendo.
A cena ilustra o momento de estouro de Ney, ela manifesta na presença, na mise en scène, algo essencial para entender a figura de Ney, seu lugar no mundo, naquele rolê, naquele momento. Ney parece, em certo sentido, uma figura egóica, que está relacionada à solidão em que tanto de seus traumas, suas agruras, seus fracassos o deixaram. Não à toa, a notícia que encerra a cena é o lançamento nas lojas de seu vinil de capa dupla, ostentando uma gigante foto sensual do próprio Ney, e agora sim a notícia tem sua atenção. Ele se interessa pela própria imagem e finalmente comenta a notícia: vai ser bom porque ele vai ganhar dinheiro, e esse dinheiro vai ter uma aplicação prática em sua vida. Mesmo tendo tudo que buscou e mais, Ney não muda sua atitude de interesse em si e nos próximos, mas principalmente no próprio espaço, na própria solitude, na plenitude que ele já tem. Sempre confiante ao extremo e independente, nunca achou ninguém mais interessante como artista ou pessoa do que ele próprio, a não ser que se apaixonasse ou encontrasse na pessoa amizade. Ney é uma figura prática e realista.
Ney é uma figura muito peculiar para se adentrar no universo da cultura brasileira, está num lugar estranhamente estratégico. Atravessam sua carreira figuras como Rita Lee, Chico Buarque, Caetano Veloso, Fagner, Gonzaguinha, Eduardo Dusek, e eis que identificamos essas figuras com turmas das mais variadas, como rolês diferentes, associamos cada um desses artistas a outro grupo de artistas, mas não identificamos, de cara, Ney Matogrosso como inerentemente pertencendo a nenhum deles. Ney Matogrosso é Ney Matogrosso, avulso, auto-suficiente, sozinho, no imaginário da cultura brasileira.
Ney, como porta de entrada para um passeio pela música brasileira dos anos 70, é inseparável do fato de que ele se ressente contra muita gente ali, muito do que acontece ali, com a cultura brasileira, com a política, com a esquerda. Tal atitude é anterior a qualquer relação que ele tenha com esses artistas. Ele é definido por um ceticismo antes de se reunir com seus primeiros compositores e colegas de palco, os Secos e Molhados, seu ceticismo se espalha a tudo de mais lendário que nos lembramos dessa época, o descola de tudo isso de cara: letra política cifrada todo mundo fez, responde ele quanto ao ideal dos aspirantes a mais um grupo de jovens barbudos cantando poesia política contra a ditadura. Tudo meio que cai por terra, o que de mais heróico se enxerga naquela geração, de repente parece apenas uma estratégia para se posicionar no jogo do show business. Vê-se de cara que além de sua solidão no cenário cultural brasileiro, por isso mesmo, o que define Ney em grande parte é o despeito, ele peita tudo e todos, ele sabe o que quer e nunca dobra.
Ney está entrando num meio que não é só danças e alegrias, muito pelo contrário, algo de bastante amargo vai roendo as bordas dos lugares por onde ele circula. É, por exemplo, um mundo cheio de carteiradas das grandes. “Este é meu pai, poeta e editor de cultura do jornal A última hora”. “Tu não brinca não, hein, o cara é herdeiro da Som Livre, filho do todo poderoso!”. “Quem tá falando isso é o filho do rei do baião!”. Em todos esses momentos, Ney não demonstra a menor exaltação, não se impressiona nem intimida. Ele sustenta a força de sua arte pelo simples fato de que sempre sabe o que quer, sempre reage emocionalmente ao que ouve, sempre entende, questiona, critica, e tem sua firmeza de opinião, além de saber que seu timbre e sua profundidade de interpretação são únicos e preciosos. Quando escuta, por exemplo, Rosa de Hiroshima, é sempre com aquela sua arrogância natural, sua dureza, mas, sendo cativado aos poucos, participa, mas entregando tudo.
O corpo e a atitude de Jesuíta Barbosa são de uma potência absurda para entender e expressar Ney, mas também não pode tudo, aliás, pode pouco, sem uma direção que saiba inseri-lo nas situações em que ele vai desabrochar a riqueza total da figura de Ney, sua existência no mundo. Ney nunca tem dúvida quanto a pertencer a todos os lugares em que chega e que conquista, apesar de, por tantas vezes, ter sido expulso e repudiado de outros tantos lugares. Jogos de pertencimento vão operando em várias formas de convivência de que Ney participa, seja ela uma banda procurando um vocalista, seja ela o mundo gay onde um novato se choca ao ver que o ciúme opera de outra maneira naquele meio, mas em meio a tudo isso, só o que é sempre presente é a essencial solidão, ou melhor, independência de Ney. A vida nunca deixa de depender apenas dele.
A postura de Ney não vem do nada, seu universo interior, sua expressão e sua arte não são alheios. Ney vem de uma rígida formação militar que, em vez de dobrá-lo, enfurece mais ainda sua vontade de ser ainda mais rígido que ela, alistando-se no exército. Esse é o caráter de Ney, sempre dobrando a aposta. Sua relação com a arte vem do canto erudito, do estudo de conservatório, e de uma relação com gays mais velhos da alta sociedade. É esse corpo que vai abrindo espaço no mundo, se encontrando, e modificando o mundo à sua forma. Mesmo que fale tanto sobre liberdade, o filme é mais interessante quando entende que Ney Matogrosso é, de várias formas, uma figura bem careta.
Enquanto as cenas que exaltam a beleza da liberdade de Ney proporcionam ao filme suas imagens mais insossas, as cenas de maior potência são aquelas em que Ney demonstra o que o fez sobreviver nesse meio, que o fez chegar tão longe, tão vivo, tão bem sucedido, é sua imensa disciplina e seriedade. Na cena em que acontece seu conflito mais violento com Cazuza, vemos com que tipo de situação desesperadora Ney teve que lidar, convivendo com pessoas tão livres e loucas, e aí entendemos por que Ney acaba sendo, até hoje, uma figura tão comportada, que de fato valoriza mais aquele apartamento burguês limpinho, organizado e enfeitado para receber pessoas bem educadas e com classe, do que a intensidade de figuras despirocadas.
O que distingue tanto Ney naquele mundo não é sua liberdade, mas o fato de que ele tem que ser responsável em meio a várias pessoas mimadas que já têm tudo na mão e não sabem de fato o valor da própria liberdade nem têm a menor condição de compreender o perigo que é poder, a qualquer momento, perder tudo por indisciplina, irresponsabilidade ou insanidade. Apostando demais em inventar um Ney heróico, o filme deixa para escanteio sua maior qualidade, a de nos fazer sentir maior compaixão por entender como ele se tornou essa figura amarga, conservadora, reacionária e ressentida com a esquerda que Ney é hoje.
Encontramos, assim, várias pistas para traços da figura de Ney que o tornam problemático de forma que o filme nunca decide desenvolver. Vemos Ney sempre sendo mais inteligente, mais forte, mais adulto, mais responsável, mais sensível, mais certo, existe um pudor tremendo em seguir qualquer caminho que mostre seu outro lado. Temos que ficar catando pistas de que talvez Ney não fosse, do início ao fim, um exemplo de força, sensibilidade, moral e resiliência como nunca antes se viu na História da Humanidade, se quisermos imaginar alguma dimensão para esse personagem. Todos os fios que tentei puxar nesse texto me fazem imaginar filmes mais profundos e interessantes do que esse, que jamais veremos. É bastante conveniente que, em todos os momentos do filme em que Ney foi teimoso, conservador, careta e rancoroso, ele estava sempre com a razão.
É essa a ambiguidade de fazer um filme sobre uma figura tão amargurada e tão importante para a nossa cultura: apesar de estacionar sempre na biografia zero-calorias, no que diz respeito a seu protagonista, a perspectiva deste faz com que Homem com H seja um dos mais cortantes retratos já feitos sobre o backstage da cultura brasileira dos anos 70 e 80, usando os nomes reais de grandes artistas. Como preço, em Homem com H, há filmes dentro do filme que são melhores que o filme sobre Ney. Dá para imaginar de onde vem a ânsia de simplificar, planificar, figuras complexas e ambivalentes, uma vez que a reação de tanta gente ao ver esse filme foi ensaiar um cancelamento depois de finalmente descobrir, como quem nasceu ontem, que quer dizer então que o Cazuza era um burguesinho babaca?
Acontece que, se a postura burguesinho, carefree, urbano, épico, maior que a vida, dono da noite, é o que torna Cazuza uma figura cruel e irresponsável, também é o que lhe dá mais para frente uma grandeza perante a morte. Se Ney passa o filme defendendo o próprio CPF, o próprio ganha-pão e a própria carreira, Cazuza continua a viver numa frequência outra de poesia, na liberdade suicida e destrutiva dos grandes poetas. Ele descartou Ney como grudento, como qualquer gatinho mimado na crista da onda, mas segue dependendo da grandeza de Ney em acolhê-lo queda atrás de queda, conforme a realidade vai quebrando sua cara e ele se levanta aprendendo algo novo sobre o amor.
Se a honestidade quanto à escrotidão de Cazuza desloca o filme um pouco para fora do obrigatório lugar das biografias chapa branca, brilha ali alguma xamã rara de se encontrar num filme desses, o real em sua nudez, algo sobre a realidade do amor, mesmo em suas manifestações mais artificiais, mesmo no jogo que se propõe num mundo em que a performance e o ego estão em primeiro lugar. Cazuza vive primeiro a poesia em sua forma imatura, cerebral, cheia de si, depois encara a angústia real, e o filme consegue, mais ou menos, encontrar um fio condutor que conduz do mesquinho ao sublime. Há uma possibilidade de redenção para todo mundo que encara a vida e quem se dispõe a aprender a amar. O Cazuza maduro e resignado do fim do filme está metendo o dedo na cara do Cazuza egomaníaco irresponsável do meio. A cançãoO tempo não para acaba crescendo para além do quão linda sempre fora, no modo como o filme a insere nesse arco de Cazuza, o que acaba sendo um paralelo interessante com o arco de Ney, que deságua na canção título: o arco de Ney peitando o pai, peitando o mundo, e logo sendo exaltado por parte da canção justamente por isso. O arco de Ney é mais linear ascendente, de constante encontro consigo mesmo e libertação de sua potência, passando por pequenos conflitos e dificuldades em que tem que se provar o herói que é.
Tal necessidade de narrativizar a história dentro de uma estrutura de herói clássica é difícil de se engolir, num filme que se exalta tanto como livre. A primeira cena, imagem poética e etérea de uma criança se descobrindo no mundão, em paralelo com o artista já no auge e plenamente construído, embora muito mais bem filmada, é quase idêntica à primeira cena do filme da Gal Costa. Em que nível poderíamos esperar que tais autores percebessem o quanto estão conduzindo todas as suas potências rumo à nulidade publicitária, de que forma poderíamos esperar desenvolvimentos menos eficazes em neutralizar as forças que às vezes com tanto esmero forjaram?
Ney tem dentro dele o conservador que só quer ficar na sua e ganhar o que é seu, e o provocador que se indigna com coisas muito maiores do que ele. Reduzí-lo a herói é organizar o mundo de uma forma bastante incoerente com a realidade, justamente a historinha de conto de fadas, de heróis e vilões, que nos faz entender mal o Brasil. Poder e resistência operam relações complexas dentro da sociedade e dentro do indivíduo, e é crucial deixar bem claro o teor dessas duas palavras, deixar bem claro o que significa “poder”, para não cair nessa aberração de achar que “empoderamento” é uma palavra bela e moral por si só.
Importa muito para o filme deixar evidente o poder de um olhar, da identificação, da intimidação, da participação do artista, como primeira pessoa, como vetor direto de uma alma expressa em corpo, em presença, carnal, sexual, libidinosa, desejante, desejosa, intimidante, para um público. É um dos momentos mais autorais do filme: “É isso mesmo que eu quero, encarar o público de frente na televisão”. Colocar o público como desejante e desejado é reconfigurar o que são justamente as peças do teatro “político”. Engajar aquele que se sente interpelado, invadido, por essa performance é também o que Cazuza faz quando fala “A tua piscina está cheia de ratos, tuas ideias não correspondem aos fatos”. O que está em jogo é o próprio terreno do real, evidenciado como campo de batalha onde o indivíduo é chamado ao combate, qualquer que seja seu nervo, onde o indivíduo é convocado a ser, e a ser em relação ao que foi e ao que essa interpelação exige dele.
Ser é o que os carinhas dos Secos e Molhados não estão fazendo, quando eles estão pensando e repensando o que para Ney vem naturalmente, é o que eles não fazem quando estão com medo. Aí que uma distinção interessante se revela: eles têm coragem de cantar música política censurável, mas não têm coragem de usar maquiagem e rebolar. É central ao entendimento do filme que, para eles, a ditadura seja um palco de heroísmo, uma oportunidade de sair bem na fita, enquanto o verdadeiro jogo de vida ou morte opera em outra frequência, o verdadeiro jogo político opera em outra frequência. Viver, morrer e desejar para Ney têm um significado tão distinto do que têm para todos esses personagens (João, Gonzaguinha, Cazuza, Raul Seixas) que ele mesmo parece se entendiar profundamente com todas essas visões.
Quando a política pública do Brasil já “livre” seguiu mostrando as caras, Cazuza não estava seguro. Mas não é da morte que os héteros da banda têm medo, é um pouco da perseguição, um pouco da exposição ao que eles consideram ridículo, mas é na verdade um medo anterior à consciência do medo, a uma razão. É simplesmente o medo de colocar em cheque uma identidade muito naturalmente sólida, jamais questionada, jamais pensada sequer como uma identidade. É o medo do desconforto. Em certa medida, para um burguês, naquele momento, ser um exilado político era bastante confortável: havia um gozo até mesmo no sofrimento aí envolvido, na alegria da volta, no drama da ressignificação da própria vida e própria trajetória, tudo envolto na velada realidade de que eles nunca correram tanto perigo quanto, por exemplo, Victor Jara. A grandiosidade de Ney, nesse ponto, transcende tal questão, ele se diverte enfrentando os militares, ele sofre quando a vida em si, em seu íntimo, é ameaçada pelas estruturas violentas que a sufocam.
Ney opera em todas as dimensões desse tabuleiro, ele estava lutando por um lugar para si, lutando por uma estética que para ele era anterior à política, acreditando ser político o seu mero existir, e sua luta foi por um pedaço do nosso imaginário. Ney lutou por uma postura estética que estava longe de ser a moda entre os artistas da época. Ele não desconstruiu tanto quanto jogou a verdade popular no liquidificador sem tampa. Esse desafio que o olhar de Ney Matogrosso lança para o público coloca no centro do debate a potência política da participação do povo na arte. E mesmo essa coisa segue se desdobrando ambiguamente: o Ney hoje, todo brilhoso, estufando o peito para lançar sua mesma altiva voz de sempre, já quase se funde com a mobília e os cristais do Credicard Hall, do HSBC Brasil. Dizer isso não é diminuir a potência de sua história, que o filme é meio capenga em compreender, talvez com medo de não exaltá-lo do início ao fim. Talvez, como o próprio, o filme esteja apaixonado demais pela própria existência e pelo próprio Ney para sequer desejar tal disrupção.
O filme não consegue se decidir direito entre compreender a potência disruptiva, explosiva, esquisita de Ney e assentá-la de volta na beleza de respirar fundo contemplando a natureza e subir no palco para mais um arraso, a beleza institucional, canônica e canonizável, unânime. Aquilo que em Ney é triunfante talvez não seja o mais promissor do filme: o que em Ney é fracasso compõe as arestas mais vibrantes da obra. Não à toa o momento certamente mais belo do filme é uma paixão que jamais se consuma, a paixão pelo colega militar que existe somente na dimensão em que é grande demais para caber na realidade, qualquer olhar entre os dois tem mais toneladas de erotismo, beleza, desespero, sublime, do que qualquer cena de sexo do filme. Parte da altivez, frutos da vida militar e do pai, que tanto são celebrados por Jesuíta e Esmir, é, também, o que fez com que, num triste balé, algo precioso ficasse pelo caminho. Em certo sentido: para Ney, se construir significaria também abrir mão de si? Ou ainda: a impotência de Ney revela também caminhos de sua alma que a máquina acabou cristalizando em performance de pura potência? Para o show continuar, a vida e os sonhos têm que pagar? Ou a vida é isso mesmo, e a arte é o subproduto dessa realidade? Pois o mesmo poder absoluto, também está sujeito à eterna tragédia humana da felicidade que está sempre quase ao alcance dos dedos.
Seus anos de luta talvez sejam mais belos, talvez tenham maior atmosfera familiar do que seus anos de solidão resignada de um artista burguês de meia-idade que já sabe tudo da vida. Pelo que realmente era essa luta? Se os resultados comprovam as potências das intenções, teríamos que concluir que foi por um filme como este. A existência desse filme, como é, por melhor que seja, talvez seja um dos mais tristes testamentos da História da nossa cultura. Não é, porém, minha intenção que seja assim: os labirintos da autoralidade que estou tentando percorrer com este texto são mais interessantes que conclusões fáceis sobre tal questão. A obra de Ney escapa a tal leitura mesquinha, a de Esmir, nem tanto. Talvez o filme Homem com H tenha sido devorado por algo que Ney passou boa parte da trama tentando escapar, combater, destruir.
Dificilmente Esmir sobrevive ao vício de pensar narrativamente, em termos de storytelling e eficácia, batendo cartão, e não sentimentalmente, esteticamente. De certa forma não seria este o outro lado da crença que a potência de seu assunto reside nele meramente existir? A organização das ideias, a manifestação e corporificação das forças em jogo, atinge altos graus de automatismo especialmente quanto mais a história de Ney vai se contando sozinha, depois que seu background foi meticulosamente construído. Depois que sai dos Secos & Molhados, a autoria parece relaxar. O conforto não deixa de ser um problema para o próprio Esmir Filho. Esmir exalta a liberdade de Ney, mas não consegue resistir à tentação de dar à sua história um significado puro e simples, estanque, seguro e institucionalizado, encaixá-lo na cultura hegemônica que o próprio Ney renegou em certo momento do filme. Usa, para legitimar Ney, os valores que o começo e meio do filme rechaçam. Se o despeito sempre foi a característica mais autêntica de Ney, que o fez jamais se preocupar com os jogos de pertencimento que o afastam do interesse pelo mundo, é engraçado que o filme seja bem-sucedido, no fim, em encaixá-lo.
Villar da Cruz
